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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Errare humanum est...

Hoje liguei para uma amiga minha de longa data com quem não falava há imenso tempo.

O telefone tocou, foi atendido e fez se ouvir uma foz feminina com sotaque nortenho. Não achei estranho pois a minha amiga é da Póvoa de Varzim. Cumprimentei-a e ia começar a meter me com ela sobre não ser da Zon, o meu número de telefone do trabalho apresenta-se como um daqueles números convenientemente escolhidos pelas empresas para fazer chamadas de marketing, quando a voz diz "Deve ser engano, aqui fala a Flora."

Pedi desculpa pelo incomodo e desliguei ainda convencido que ela me tinha "enganado".
Fiquei um pouco a pensar porquê a minha amiga me teria querido enganar. Não é nada o género dela. Continuei a trabalhar. Depois lembrei-me, e se tinha sido eu quem se tinha enganado?!?
Fui de seguida verificar o número que tinha marcado. Pois... afinal quem se tinha enganado era eu...

Marquei então o número correcto. A minha amiga não atendeu. Deixei uma mensagem na caixa de voz dela...

Esta longa história porquê... Muitas vezes é difícil ver questões de outro ângulo. Eu parti do princípio que o número que tinha marcado era o correcto, afinal ...

Muitas vezes nos acontece, nas relações do dia-a-dia, no trabalho, em casa nas compras. Partimos de alguns princípios que por vezes estão errados e é difícil olhar para nós e criticar, questionar, assumir culpa, assumir erros, adaptar, seguir caminho e ficar bem com a nossa consciência.